500 anos do nascimento de Catarina Paraguaçu

25 de junho de 2012


Missa celebrada em Salvador lembra 500 anos de Catarina Paraguaçu

Cerimônia foi realizada na Igreja da Graça, na manhã deste domingo 24/06/2012. Fiéis ouviram histórias sobre a vida da mulher de Diogo Álvares Correia.

Uma missa celebrada na manhã deste domingo 24/06/2012 pelo abade do mosteiro de São Bento, Dom Emanuel do Amaral, na Igreja da Graça, em Salvador, comemorou os 500 anos de nascimento da índia Catarina Paraguaçu. Os fiéis ouviram histórias sobre a vida da filha caçula do cacique Taparica, da tribo dos Tupinambás. Ela casou com o português Diogo Álvares Correia, que naufragou no Rio Vermelho. Dom Emanuel explica que a história de Catarina Paraguaçu está ligada à história da Igreja da Graça. “Ela encontrou a imagem dessa Nossa Senhora na praia e a partir desse momento, ela criou esse santuário que é o primeiro santuário mariano do Brasil”, conta o religioso.
Missa Catarina Paraguaçu (Foto: Imagem/TV Bahia)Missa foi celebrada na Igreja da Graça, na manhã
deste domingo (Foto: Imagem/TV Bahia)
O corpo da índia foi sepultado na Igreja da Graça. Para o historiador Christovão Ávila, descendente de Catarina Paraguaçu, ela era uma mulher de fibra. "Ela é considerada a mãe das mães brasileiras e um símbolo de congraçamento racial. Esposa que foi de Diogo Álvares "Caramuru", foi considerada a primeira família brasileira documentada”, afirma. Depois da missa, Dom Emanuel e alguns descendentes de Catarina Paraguaçu foram até a praça que leva o nome dela, no bairro da Graça. Era em uma fonte neste local que Catarina tomava banho todos os dias. Hoje, a fonte se chama Nossa Senhora da Graça.
Diogo e Catarina Alvares Caramuru (Paraguaçu) 
Levados à França por Jacques Cartier, recebeu a Índia Paraguaçu seu batismo em Saint-Malo, no penúltimo dia do mês de julho de 1528, tomando o nome cristão de Katherine du Brézil (Catarina do Brasil) e se tornou esposa de Caramuru, oficializando, asim, a constituição da "Família", que só retornou ao Brasil dois anos depois.


Diogo Alvares Caramuru

Natural do Noroeste da Península Ibérica, naufragou em 1509*, na costa da Bahia. Conseguindo sobreviver, iniciou ali a primeira fixação comprovada do colonizador europeu, onde hoje é o alto da Graça, na Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos. Sua povoação, denominou-a Vila Velha, onde se estabeleceram, além de Caramuru e sua família, outros de além-mar, alguns dos quais se casaram com filhos do próprio Caramuru, fidalgo da Casa Real de D. João III, em virtude de vários serviços prestados em benefício da Colônia.

Catarina Alvares Caramuru(Paraguaçu)

Índia deste Brasil, filha do principal -Taparica, recebeu seu batismo em Saint-Malo na França (Bretanha), no penúltimo dia do mês de julho de 1528, tomando o nome cristão de Katherine du Brézil(Catarina do Brasil) e se tornou esposa de Caramuru.

 
Tela "O Sonho de Paraguaçu", na Sacristia da Igreja da Graça.

PRIMEIRO REGISTRO DE BATISMO DE UM BRASILEIRO - 30 de julho de 1528

Prefeitura Municipal de Salvador - Fundação Gregório de Mattos

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