Após prisão de médica por mortes, hospital troca equipe da UTI

22 de fevereiro de 2013

Fonte Terra
Por solicitação da Secretaria Municipal de Saúde, o Hospital Evangélico de Curitiba (PR) trocou a equipe de médicos e enfermeiros da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) geral da instituição. Foram remanejados 13 médicos e 34 enfermeiros de outros setores para cobrir todas as escalas da UTI geral, que era chefiada pela médica Virgínia Soares de Souza, presa na última terça-feira, suspeita de provocar a morte de pacientes internados.
O diretor clínico do Hospital Evangélico, Gilberto Pascolat, ressaltou que não chegou nenhuma denúncia formal ou informal contra a médica à direção do hospital. Por isto, a prisão de Virgínia causou surpresa. O hospital não sabe dos detalhes da investigação pelo fato de todo o processo correr sob segredo de Justiça.

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Pascolat comentou sobre as declarações recentes de pacientes, familiares e ex-funcionários sobre comportamentos e orientações da médica. Para ele, se muitas pessoas sabiam dos fatos e não denunciaram, elas também foram coniventes com a situação. O diretor ressalta que, por enquanto, não há provas das ordens da médica para provocar mortes dentro da UTI. "Por que não falaram antes? No mínimo, estas pessoas são coniventes, se esta situação realmente existiu. Tudo isto foi uma grande surpresa para nós, porque o que mais chamou atenção foi o fato de não haver nenhuma denúncia. Não há nada, nem de parentes, nem de profissionais", esclarece.
A médica Virgínia Soares de Souza trabalha no Hospital Evangélico há mais de 20 anos. "Conheço a doutora e ninguém fica tanto tempo em um local se não tiver competência", salienta Pascolat. Ele confirma que a médica exigia bastante da equipe da UTI Geral e, por conta disto, muitas vezes era ríspida com os profissionais. Para o diretor clínico, este comportamento de Virgínia prejudicou a própria profissional. "Muitas vezes ela era ríspida e, com isto, criou inimizades", afirma. Em 2011, a médica foi suspensa por 30 dias em razão de problemas de relacionamento com outros funcionários. O hospital não divulgou mais detalhes sobre a suspensão.
Além da investigação policial, o Hospital Evangélico está passando por uma sindicância interna. A instalação de uma comissão para este fim foi solicitada pelo Ministério Público e outros órgãos. Os integrantes desta comissão estão levantando os prontuários da UTI Geral de 2012 e deste ano. A avaliação interna não ficará restrita aos prontuários levados pelas equipes policiais para a investigação. O trabalho deve ser concluído em 30 dias.

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