Por que o Pai-Nosso é a oração FORTE?

2 de fevereiro de 2015

Fonte: Google
O Catecismo da Igreja Católica, em sua parte final, faz uma longa meditação sobre o Pai-Nosso. Esta meditação se inicia com uma ousada reflexão de Santo Agostinho: "Percorrei todas as orações que se encontram nas Escrituras, e eu não creio que possais encontrar nelas algo que não esteja incluído na oração do Senhor." (2762) Assim, seria o Pai-Nosso o resumo de todas as orações possíveis ao cristão? Para responder a essa indagação ninguém melhor do que Santo Tomás de Aquino. Em sua Suma Teológica, II-II, q. 83, a. 9, ele apresenta a lógica do Pai-Nosso. O modo como ele foi pensado por Deus leva o homem a fazer um exame de consciência, analisando a própria vida de oração, se ela está realmente ordenada conforme o Senhor ensinou.
 
Os sete pedidos dos Pai-Nosso, normalmente são divididos em duas partes, na primeira suplica-se pelas coisas eternas e na segunda pelas coisas transitórias. Santo Tomás, porém, divide a oração do Senhor em três partes: a primeira, são os pedidos que realmente estão sendo feitos, a segunda, os meios para obtê-los, e a terceira, a retirada dos empecilhos.
"Pai Nosso que estais nos céus", é o vocativo e enche os corações de confiança em Deus. "Santificado seja o vosso nome", este é o primeiro pedido. Santificar significa dar glória, portanto, a finalidade de toda a criação é dar glória a Deus. O nome de Deus deve ser santificado por suas criaturas. Dar glória a Ele foi o desejo ardente de tantos santos e santas ao longo da história, contudo, Deus não quer somente que suas criaturas O amem sobre todas as coisas dando-Lhe glória. Ele quer que se amem também e que participem de Sua glória um dia no céu. Esta é a finalidade secundária. Assim, glória a Deus: santificado seja o vosso nome; glória aos homens: "venha a nós o vosso reino", o segundo pedido do Pai-Nosso, que um dia os homens sejam admitidos na glória do céu. Esta é a finalidade de toda a vida de oração.
A segunda parte trata dos meios. O primeiro meio é a obediência. É o meio mais direto que faz com que Deus seja agradado pelos atos e pela vida dos homens. É a terceira petição do Pai-Nosso: "seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu". A vontade de Deus já é feita no céu, portanto, que ela seja feita na terra também. Este é o veículo direto, mas existem também os meios instrumentais para se chegar lá. Quarto Pedido: "o pão nosso de cada dia nos dai hoje". Em primeiríssimo lugar, segundo a Tradição da Igreja, o pão é a Eucaristia. Nesta petição se concentra toda a Economia sacramental, tudo aquilo que Deus oferece aos homens na graça e no tempo da Igreja para que se acheguem a Ele e O obedeçam. Nesse mesmo pão encontra-se o pão material, aquele do dia a dia e também a saúde e as demais realidades materiais que se pode pedir a Deus. Observando que se deve pedir apenas o de cada dia, pois Deus quer que haja uma dependência filial.
A terceira parte do Pai-Nosso refere-se àquilo que impede a pessoa de se aproximar de Deus. A primeira realidade é o pecado e é a única que pode nos levar a condenação, portanto, "perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido". A segunda realidade é a tentação. Ela não pode ser evitada e faz parte dos desígnios de Deus. No entanto, Deus quer que o homem peça o Seu auxílio para não cair. "E não nos deixeis cair em tentação". Por fim, o último pedido: "Mas livrai-nos do mal." Este mal vai desde o demônio até as dificuldades mais banais do dia a dia. É correto pedir a Deus a libertação dos males que impedirão o homem de chegar ao céu.
Assim se vê que o Pai-Nosso é o compêndio de todo o Evangelho, como disse Tertuliano e, portanto, de toda a vida de oração. Por meio dele é possível fazer um exame de consciência e verificar se realmente a vida está sendo vivida conforme o Senhor ensinou.

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