Chefs famosos dividem espaço e provam iguarias na Feira de São Joaquim - SSa/Ba

Fonte iBahia
A cena de um chef gourmet provando uma feijoada na São Joaquim do povão parece impensável, mas aconteceu ontem, dia em que a Feira da Cidade invadiu a maior feira livre de Salvador - Ba.
O chef Zezinho Souza tinha fome. Enquanto preparava sua “vaca atolada gourmet”, pensava no que degustaria no almoço. Dispensou o próprio prato e um outro do chef ao lado, uma porcheta de nome cuidadosamente elaborado, como tem que ser todo prato gourmet: lateral do porco desossada, marinada em ervas finas por 24 horas recheada com bacon e alecrim fresco. “Não, obrigado”, disse o chef do Ercolano.

O chef Zezinho Souza dispensou os pratos gourmet para se acabar na feijoada completa em Água de Meninos (Foto: Betto Jr.)

Deu preferência ao quitute de dona Sílvia, que há 21 anos serve na Feira de São Joaquim, box 04, uma iguaria bem conhecida. Poderíamos chamá-la de “feijão mulatinho moderado com carne de sertão, sal presa e suaves pedaços de mocotó”. Mas é feijoada mesmo. O toque especial: vísceras de gado ou, se preferir, pedaços de fato. Zezinho caiu matando. Claro, primeiro banhou o feijuba com malagueta machucada em pequenos cortes de cebola e tomate no azeite: o nosso molho lambão. “Eu sou louco por pimenta”, disse, depois de uma garfada que carregou de uma só vez um generoso pedaço de mocotó e farinha de mandioca. “Essas carnes defumadas são muito saborosas”, elogiou.
A cena de um chef gourmet, devidamente paramentado, provando uma feijoada na São Joaquim do povão parece impensável, mas aconteceu ontem, dia em que a Feira da Cidade invadiu a maior feira livre de Salvador. Estavam bem próximos a paella gourmet e a moqueca da Sônia, o hambúrguer gourmet e o acarajé da Tati, o arroz nordestino gourmet e o sarapatel da Dadá. 
Apesar de separados, faziam pela primeira vez parte do mesmo universo. Afinal de contas, a origem de todo prato, seja ele ‘popular’ ou ‘erudito’ é a feira. “A ideia, inclusive, era comprar aqui em São Joaquim todos os ingredientes utilizados. Encontrei excelentes produtos, bem frescos e com ótimos preços. Achei farinha boa de R$ 3,50, imagine”, revelou Zezinho, que aprovou a experiência de dividir espaço com os nativos.
“Viemos agregar. Você aprende e ensina sempre. Ninguém sabe tudo. A gastronomia é um universo incrível”, disse ele. Tímida, a dona da feijoada também também gostou do contato com o mundo da alta gastronomia. “Cada um aprendeu de um forma. Eu com minha mãe. E eles estudaram pra isso, né?”, afirmou Silvia Letícia Conceição.

A feijoada completa da cozinheira Sílvia Conceição foi disputadíssima (Foto: Betto Jr)

Chef Zezinho gostou tanto que ainda saiu oferecendo a quentinha de isopor com feijão para degustação de outros colegas. Três deles, os chefs Mateus Valverde, Rodrigo Ebert e Lucius Galdenzi, são os únicos baianos formados pela Le Cordon Bleu, tradicional escola de Paris. São os primeiros a desmistificar a distância imaginária que existe entre as gastronomias ‘erudita’ e ‘popular’.“A melhor comida é a da vovó. O bom chef consegue unir a técnica ao modo tradicional de fazer. Tudo está na nossa raiz e nos ingredientes. Aliás, os ingredientes brasileiros são os melhores do mundo”, acredita o chef Rodrigo Ebert. Assim, a Feira da Cidade produz iguarias como o geladão gourmet, feito com o melhor das frutas tropicais. “Delicioso. Parece a polpa da manga”.Criadora e organizadora da Feira da Cidade, Carla Maciel apostou justamente na troca gastronômica. “A Feira de São Joaquim reúne o nosso desejo de unir o gourmet com o cenário da feira tradicional. Aqui, a gente se integra com a feira. Tem dez feirantes tradicionais participando. Cozinheiras como Dadá da Feira, Simone e Sônia, que têm mais de 30 anos de cozinha. Era esse troca que a gente queria”.
Gosto
Entre os ‘gourmets’ e os ‘populares’, a galera ficou dividida. A fotógrafa Jamile Barbosa, 28 anos, provou a coxinha gourmet de camarão com queijo. “O legal é você descobrir que já conhecia o gourmet. São pratos conhecidos, só que mais elaborados e com nomes diferentes”, disse Jamile.

Aos 83 anos, Hilda Furacão morre em Buenos Aires

Fonte: Correio da Bahia
Hilda Maia Valentim, que ficou famosa mundialmente como Hilda Furacão, morreu na manhã desta segunda-feira 29/12/2014, aos 83 anos. Ela passou os últimos dias de vida no asilo Guillermo Rawson, em Buenos Aires, na Argentina.
De acordo com Jorge Stolbizer, diretor do asilo onde ele estava, Hilda morreu às 10h10 por "causas multiorgânicas". Ela ficou bastante debilitada após um problema respiratório, que foi agravado por uma falha renal. Hilda estava em uma ala para pacientes internados há oito meses, por conta da saúde frágil. Ela estava totalmente lúcida até novembro, quando começou a ter episódios de esquecimento.

Hilda Valentin em agosto de 2014 durante entrevista ao Fantástico (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo Stolbizer, Hilda jamais recebeu visitas de familiares enquanto esteve no asilo. Ele garantiu ainda que, até o momento, nenhum parente procurou o local para tratar do enterro. Caso ninguém se manifeste, ela será enterrada no Cemitério de Chacarita, na capital argentina.

Hilda nasceu em Recife e foi uma famosa prostituta brasileira. A história dela foi eternizada em uma obra de Roberto Drummond em, posteriormente, virou minissérie exibida em 1998 pela TV Globo. À época, Hilda foi interpretada por Ana Paula Arósio. 

A pernambucana foi casada com o ex-jogador do Boca Juniors Paulo Valentim, que morreu em 1984. Ela morava com um filho, mas ele morreu em 2013. Pouco depois, Hilda sofreu uma queda e ficou internada seis meses em um hospital público em Buenos Aires. Recuperada, ela foi levada para o asilo mantido pela prefeitura. 

Distribuição gratuita de cerveja leva multidão para orla da Boca do Rio - Ssa/Ba

Fonte Correio Bahia
Três mil latas de cerveja grátis. 11 horas da manhã, solzão com termômetros marcando 31 °C. Pagode, arrocha e funk nas alturas. Na orla da Boca do Rio, cerca de 2 mil pessoas se amontoavam em torno de uma geladeira branca de 6 metros de altura que acabara de ter as portas abertas.
A ação começou às 10h (a geladeira só se abriu uma hora depois) e terminou às 14h. Cada pessoa com mais de 18 anos poderia beber uma latinha. O DJ Naylson Carvalho animou a folia com músicas de pagode, arrocha e funk.
Por volta das 12h, a ambulante Paula Barbosa, 23, já estava na quinta cerveja. A saia não batia na metade da coxa e esvoaçava freneticamente. Mas não tinha nem bolso. “Saí de casa 10h, só com a carteira de trabalho na cintura e com meu filho, Anderson Gabriel, de 4 anos” conta a moça, enquanto arrochava ao som de Bilu-bilu, hit de Pablo. Cada sorriso era uma oportunidade de exibir o piercing verde-cana.
A autônoma Lígia Melo, 35 anos, classificou o dia de "ostentação". "Cheguei às 10h (já eram 11h30) e já tomei 4 latinhas. Vou ficar aqui até a hora que der, que tiver cerveja. Eu aguento até 30, 40 latas numa boa. Ainda mais aqui, que tá quente demais", diz.
A geladeira gigante já passou pelos municípios de Feira de Santana e Vitória da Conquista. O próximo lugar vai ser Recife.
Geladeira gigante foi aberta às 11h (Foto: Divulgação)
Foram distribuídas 3 mil latas de cerveja (Foto: Betto Jr)
Imagens Correio da Bahia